Já vou logo avisando: Tu que não é gaúcho e estás prestes a ler este texto, encontrará algumas palavras regionais, não se asssuste que nada é ofensivo. Ok?
Mas tchê! Estou num frio de "renguear cusco" e quase "intanguida". Que frio é esse? Em São Gabriel a mínima registra 1 grau, isso mesmo, 1 grauzinho e eu estou tendo dificuldades de teclar, pois meus dedos estão congelados e talvez logo, logo eu nem os sinta mais. Sai de um verão de 35 graus e cai nessa geladeira. Acho que estou ficando fresca, tipo aquelas pessoas que mal saem da sua terra e esquecem do que viveram muitos e muitos anos. Quem concorda que depois de passar 4 anos sem sentir frio intenso eu estou "tirando o chapéu e arrepiando o pêlo"? Frescura? Talvez, mas garanto que não é nada fácil tomar um simples banho e não ter vontade de viver dentro daquele banheiro quentinho por toda vida ou então até que o verão chegue.
Meu nariz tá igual picolé, meus pés uma pedra de gelo e minhas mãos parecem ter saido de um freezer. Mas claro que levo isso cheia de garbo e elegância como um bom inverno proporciona. Desculpem a minha modéstia, mas Rio Grande do Sul é o melhor estado e ponto final. Psiu, nem tente argumentar. Pra mim é, o texto é meu e assim será. "Maizó", falei que não era pra se ofender, lembra?
Inverno é tudo de bom. Quem não gosta de "lagartear" no sol? Quem não fica feliz ao extremo ao perceber que tem uma lareira acesa bem perto de ti? Quem não toma chocolate quente? Quem não bebe vinho para se esquentar? Quem não usa o chimarrão como companheiro?
E assim estou eu, "mais folgada que cama de viúva", só aproveitando o que o sul tem. Frio+frio+frio+frio+frio+frio+família+amigos+gente conhecida (sim porque aqui eu saio na rua e vejo pessoas conhecidas, isso é confortante para quem mora em outra cidade)+antigos vizinhos+frio+frio+lareira+casacão+frio+mantas+botas+carinho+lugares+lembranças e por fim mais frio.
Até a próxima, que agora "vou pisar no tempo"!
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
domingo, 28 de junho de 2009
Esse é meu Rio Grande!

"De repente, as coisas mais comuns me foram ausentes
E o sorriso que andava num retrato, desbotou...
De repente, as saudades que habitavam minha gente
Me trouxeram lentamente ao lugar aonde estou...
Aqui na minha solidão
Sou dono do meu tempo
E ele é quem me faz pensar em mim...
Eu visito meus recuerdos e diviso as distâncias
E ainda busco meus limites mesmo assim...
Não sei porque, não sei...
Porque tua voz me faz ouvir
Silêncios que não sei nem mais sentir!
Deixando tão ausente outras palavras
Que o tempo foi calando na garganta
Perdendo a força que ela tinha e era tanta!
Parecendo que não vinha mais de ti...
Faz bem pra mim...
Guardar e revirar o meu passado
Olhar pra trás e ver tudo mudado
Os silêncios que eu tinha e perdi
Faz bem eu sei...
Recordar as tuas cores nos retratos
Minha gente o tempo exato
Das saudades que andavam por aqui..."
Foto ilustrativa: daqui.
Letra e música: Gujo Teixeira e Luiz Marenco.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Que barbaridade
Mas báh tchê, hoje vou escrever meu texto contando um pouquinho das gírias lá do sul do Brasil, mais precisamente do povo lá da fronteira do meu estado. Quem não entender nada, não me leve a mal, depois eu deixo tudo em pratos limpos.
Só quem mora pelas'quelas bandas sabe bem o que estou falando, os demais ficarão mais perdidos que cego em tiroteio nessa prosa. Te aprochega vivente! Puxa o mochinho e fica atento que o papo tá só começando.
Por acaso alguém conhece o frio daquela região? Te digo: é um frio de renguear cusco, um convite a lagartear o dia inteiro. De certa feita o melhor mesmo é se entrouxar muito bem e não abrir mão da velha jaqueta que se sobrepõe à todo o resto. O brabo desse frio todo, é levantar de manhãzita e logo ter que sair pra lida, meio mixuruca com tanto frio. Gaúcho odeia sinaleiras intermináveis e acha aquele monte de carros uma tremenda tranqueira, mas fazer o que se a vida espera?
Gaúcho que se preze não deixa ninguém empenhado, faz das tripas ao coração para ver o povo faceiro igual lambari de sanga. Sacode borrachos que adoram dar fiascos pelas ruas e falam que é uma enorme bucha carregar aqueles tapados nas costas. Retossa como louco com seus piás, faz de seu rancho o lugar pra inúmeras carteadas e se, suas visitas estão numa broca desgraçada, acabam fazendo um arroz de carreteiro ou até mesmo, um guizadinho loco de especial.
Adoram festejar qualquer acontecimento, mas quando a gurizada se junta, fazem aquele estrago, e tem aqueles piás que mais parecem ter um bixo carpinteiro no corpo, de tanto que aprontam. Nestas horas o dono do rancho prefere não fazer algazarra nenhuma com o feito e simplesmente se permite apenas pensar que agora sim está lasquiado de vez.
Buenas minha gente, vou parando por aqui...a conversa tá boa, mas eu tô empenhada com umas encrencas. É, tô mal na foto, teve umas criaturas que me atocharam uma mentira e agora preciso resolver de uma vez essa naba que me encontro.
Foi tudo massa, aqui ninguém me cristiou, espero que tenham dado boas gaitadas e numa próxima vez, conto um pouco mais do palavreado bagual.
Só quem mora pelas'quelas bandas sabe bem o que estou falando, os demais ficarão mais perdidos que cego em tiroteio nessa prosa. Te aprochega vivente! Puxa o mochinho e fica atento que o papo tá só começando.
Por acaso alguém conhece o frio daquela região? Te digo: é um frio de renguear cusco, um convite a lagartear o dia inteiro. De certa feita o melhor mesmo é se entrouxar muito bem e não abrir mão da velha jaqueta que se sobrepõe à todo o resto. O brabo desse frio todo, é levantar de manhãzita e logo ter que sair pra lida, meio mixuruca com tanto frio. Gaúcho odeia sinaleiras intermináveis e acha aquele monte de carros uma tremenda tranqueira, mas fazer o que se a vida espera?
Gaúcho que se preze não deixa ninguém empenhado, faz das tripas ao coração para ver o povo faceiro igual lambari de sanga. Sacode borrachos que adoram dar fiascos pelas ruas e falam que é uma enorme bucha carregar aqueles tapados nas costas. Retossa como louco com seus piás, faz de seu rancho o lugar pra inúmeras carteadas e se, suas visitas estão numa broca desgraçada, acabam fazendo um arroz de carreteiro ou até mesmo, um guizadinho loco de especial.
Adoram festejar qualquer acontecimento, mas quando a gurizada se junta, fazem aquele estrago, e tem aqueles piás que mais parecem ter um bixo carpinteiro no corpo, de tanto que aprontam. Nestas horas o dono do rancho prefere não fazer algazarra nenhuma com o feito e simplesmente se permite apenas pensar que agora sim está lasquiado de vez.
Buenas minha gente, vou parando por aqui...a conversa tá boa, mas eu tô empenhada com umas encrencas. É, tô mal na foto, teve umas criaturas que me atocharam uma mentira e agora preciso resolver de uma vez essa naba que me encontro.
Foi tudo massa, aqui ninguém me cristiou, espero que tenham dado boas gaitadas e numa próxima vez, conto um pouco mais do palavreado bagual.
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