Verdade seja dita:
Morro de saudades de São Gabriel. Se parar pra pensar, inevitavelmente, as lágrimas insistirão em sair, meu coração insistirá (igualmente) em doer, minha alma sofrerá, meu peito apertará e uma vontade imensa sentirei em tê-la nos meus dias...
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
domingo, 28 de junho de 2009
Esse é meu Rio Grande!

"De repente, as coisas mais comuns me foram ausentes
E o sorriso que andava num retrato, desbotou...
De repente, as saudades que habitavam minha gente
Me trouxeram lentamente ao lugar aonde estou...
Aqui na minha solidão
Sou dono do meu tempo
E ele é quem me faz pensar em mim...
Eu visito meus recuerdos e diviso as distâncias
E ainda busco meus limites mesmo assim...
Não sei porque, não sei...
Porque tua voz me faz ouvir
Silêncios que não sei nem mais sentir!
Deixando tão ausente outras palavras
Que o tempo foi calando na garganta
Perdendo a força que ela tinha e era tanta!
Parecendo que não vinha mais de ti...
Faz bem pra mim...
Guardar e revirar o meu passado
Olhar pra trás e ver tudo mudado
Os silêncios que eu tinha e perdi
Faz bem eu sei...
Recordar as tuas cores nos retratos
Minha gente o tempo exato
Das saudades que andavam por aqui..."
Foto ilustrativa: daqui.
Letra e música: Gujo Teixeira e Luiz Marenco.
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Pedido
Por favor, quero deixar o meu stress por não conseguir comentar no Blogando por Blogs lá de Aracajú.
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O que acontece? Ou será que sou eu que estou sendo muito esperta? Responda-me!
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O que acontece? Ou será que sou eu que estou sendo muito esperta? Responda-me!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Que barbaridade
Mas báh tchê, hoje vou escrever meu texto contando um pouquinho das gírias lá do sul do Brasil, mais precisamente do povo lá da fronteira do meu estado. Quem não entender nada, não me leve a mal, depois eu deixo tudo em pratos limpos.
Só quem mora pelas'quelas bandas sabe bem o que estou falando, os demais ficarão mais perdidos que cego em tiroteio nessa prosa. Te aprochega vivente! Puxa o mochinho e fica atento que o papo tá só começando.
Por acaso alguém conhece o frio daquela região? Te digo: é um frio de renguear cusco, um convite a lagartear o dia inteiro. De certa feita o melhor mesmo é se entrouxar muito bem e não abrir mão da velha jaqueta que se sobrepõe à todo o resto. O brabo desse frio todo, é levantar de manhãzita e logo ter que sair pra lida, meio mixuruca com tanto frio. Gaúcho odeia sinaleiras intermináveis e acha aquele monte de carros uma tremenda tranqueira, mas fazer o que se a vida espera?
Gaúcho que se preze não deixa ninguém empenhado, faz das tripas ao coração para ver o povo faceiro igual lambari de sanga. Sacode borrachos que adoram dar fiascos pelas ruas e falam que é uma enorme bucha carregar aqueles tapados nas costas. Retossa como louco com seus piás, faz de seu rancho o lugar pra inúmeras carteadas e se, suas visitas estão numa broca desgraçada, acabam fazendo um arroz de carreteiro ou até mesmo, um guizadinho loco de especial.
Adoram festejar qualquer acontecimento, mas quando a gurizada se junta, fazem aquele estrago, e tem aqueles piás que mais parecem ter um bixo carpinteiro no corpo, de tanto que aprontam. Nestas horas o dono do rancho prefere não fazer algazarra nenhuma com o feito e simplesmente se permite apenas pensar que agora sim está lasquiado de vez.
Buenas minha gente, vou parando por aqui...a conversa tá boa, mas eu tô empenhada com umas encrencas. É, tô mal na foto, teve umas criaturas que me atocharam uma mentira e agora preciso resolver de uma vez essa naba que me encontro.
Foi tudo massa, aqui ninguém me cristiou, espero que tenham dado boas gaitadas e numa próxima vez, conto um pouco mais do palavreado bagual.
Só quem mora pelas'quelas bandas sabe bem o que estou falando, os demais ficarão mais perdidos que cego em tiroteio nessa prosa. Te aprochega vivente! Puxa o mochinho e fica atento que o papo tá só começando.
Por acaso alguém conhece o frio daquela região? Te digo: é um frio de renguear cusco, um convite a lagartear o dia inteiro. De certa feita o melhor mesmo é se entrouxar muito bem e não abrir mão da velha jaqueta que se sobrepõe à todo o resto. O brabo desse frio todo, é levantar de manhãzita e logo ter que sair pra lida, meio mixuruca com tanto frio. Gaúcho odeia sinaleiras intermináveis e acha aquele monte de carros uma tremenda tranqueira, mas fazer o que se a vida espera?
Gaúcho que se preze não deixa ninguém empenhado, faz das tripas ao coração para ver o povo faceiro igual lambari de sanga. Sacode borrachos que adoram dar fiascos pelas ruas e falam que é uma enorme bucha carregar aqueles tapados nas costas. Retossa como louco com seus piás, faz de seu rancho o lugar pra inúmeras carteadas e se, suas visitas estão numa broca desgraçada, acabam fazendo um arroz de carreteiro ou até mesmo, um guizadinho loco de especial.
Adoram festejar qualquer acontecimento, mas quando a gurizada se junta, fazem aquele estrago, e tem aqueles piás que mais parecem ter um bixo carpinteiro no corpo, de tanto que aprontam. Nestas horas o dono do rancho prefere não fazer algazarra nenhuma com o feito e simplesmente se permite apenas pensar que agora sim está lasquiado de vez.
Buenas minha gente, vou parando por aqui...a conversa tá boa, mas eu tô empenhada com umas encrencas. É, tô mal na foto, teve umas criaturas que me atocharam uma mentira e agora preciso resolver de uma vez essa naba que me encontro.
Foi tudo massa, aqui ninguém me cristiou, espero que tenham dado boas gaitadas e numa próxima vez, conto um pouco mais do palavreado bagual.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Alimentando minha alma
Como uma boa gaúcha que ama e admira todas as formas de expressão cultural do Rio Grande do Sul, vou postar a letra de uma música de um artista regional, chamado carinhosamente por seus admiradores de Lambari e que, aos meus olhos retrata muito bem as nossas origens e a vida do pampa gaúcho. Já ouvi uma jornalista falando e, concordo planamente, que sua música é feita para a alma, pois acalma, alimenta e traz consigo uma paz indescritível, que somente os apreciadores de sua forma musical poderão sentir. Eu a-d-o-r-o!!
Esta música exemplifica o sul com suas peculariedades ímpares que somente quem não respira deste ar diariamente, sabe da falta que faz. Juntamente com a música ficam minhas eternas recordações desta terra sem igual e em especial, à Terra dos Marechais!
Esta música exemplifica o sul com suas peculariedades ímpares que somente quem não respira deste ar diariamente, sabe da falta que faz. Juntamente com a música ficam minhas eternas recordações desta terra sem igual e em especial, à Terra dos Marechais!
Por Bendizer-te
"Eu te bendigo cada vez que cevo um mate
Cada vez que a noite bate no meu rancho solidão
Eu te bendigo quando a lágrima sentida,
Embaça as cores da vida, e vem morrer no coração
Eu te bendigo no silêncio desses campos,
Quando a luz do teu encanto enfeitar os sonhos meus
Eu te bendigo por ser teu o meu apego
E se um dia achar sossego, há de ser nos braços teus
Por bendizer-te assim, lábios da cor de carmim,sabor dos nossos mates madrugueiros...
Essa dor que dói em mim, findará só com um sim
Da fina luz dos teus olhos luzeiros..
Por Bendizer-te assim.....(Refrão)
Se te bendigo é por que sei o que digo
Tu és rancho paz e abrigo pra curar a minha dor
Se te bendigo e digo que tenho saudade
Porque amo de verdade, meu desejo minha flor
Se te bendigo é porque já senti teu cheiro
Nessas tardes de aguaceiro de encharcar até o olhar
Se te bendigo e digo que o meu rancho espera
Que tu sejas primavera pra florir o meu lugar
Por Bendizer-te assim.....(Refrão)."
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sábado, 4 de outubro de 2008
E agora?

Ai que saudades de Rondonópolis...
É gente, nunca imaginei estar falando isso, prova de que nós somos completamente mutáveis.
Bom para quem não sabe, morei 02 anos em Roo, no Mato Grosso. Recentemente moro no Paraná.
Rondonópolis é uma cidade aconchegante, ampla, bem distribuída, ruas largas, arborizada e quente, muito quente. Para falar bem a verdade eu nunca gostei de morar lá exatamente por este motivo, sempre me dei mal com o calor excessivo, com o calor escaldante de 43 graus que me dava a impressão de estar faltando o ar em meus pulmões. As pessoas de lá encaravam aquilo naturalmente e bastava refrescar uns 10 graus que os casacões saiam de seus armários. Impressionante!! Questão de costume mesmo.
Outro fator negativo é o modo como as pessoas convivem,ou melhor, não convivem. Lá é cada macaco no seu galho, vizinho? Quem sabe o seu? Duvido! Muito estranho...
E a violência daquela cidade? Meu Deus, apavorante! Todo dia no noticiário local era uma avalanche de péssimas notícias.
Claro que tem suas riquezas, suas maravilhas.
E antes que falem, vou logo avisando: não é só mato não! Minha vizinha não era a onça pintada!As pessoas de outras regiões tem uma idéia errada a respeito do Centro Oeste, já ouvi perguntas do tipo: Onde tu mora é só mato? Puxa minha gente, tá certo que há muiiitos anos atrás era assim, mas agora? Dá vontade de perguntar: a propósito que país tu "veve vivente"? Mato só se viajarmos muitos e muitos quilômetros até o Pantanal, daí sim, é mato mesmo!
A cidade é rica, carro popular por lá? É difícil viu? É um desfile de caminhonetes, carros importados, é gente o povo lá pooode!! Se vê ricos ou então poupérrimos, a classe média é escassa. Aquela velha história: ou é dono da fazenda ou então é peão. Sem contar aqueles índios que chegam na cidade para fazer compras no supermercado, índio chique bem! E fedorentos!!
Tá bom, tá bom, chega senão em seguida vai ter gente pensando que de fato lá era o fim do mundo.
Hoje tenho saudades de lá, mas de jeito nenhum trocaria onde estou por lá, apenas saudades de uma cidade que ficou para trás e de uma história de vida destinada unicamante às lembranças.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Cidade G

Hoje reafirmei o que já sabia: definitivamente eu não gosto do movimento da cidade grande. É sério! As pessoas correm e em contrapartida os carros não andam, mas o relógio não para e tu tem que correr atrás, ninguém te conhece e tu não conhece ninguém, sim, porque além da cidade ser grande, tu ainda é novata na tal cidade. Hoje resolvi passear no centro da minha nova cidade...o que deu? pés doendo, um tal de pergunta pra cá, pergunta pra lá, caminhar...caminhar... e não saber exatamente para onde se está indo!!
Mas claro que tem o seu lado bom... acha-se até o que não estava procurando e isso para mulher é fatal, um belo prato cheio, poder comprar aquilo de que não precisava, aquilo desnecessário, para ficar guardado caso um dia venha precisar. É, mulher é assim, compra porque estava na liquidação, pois não consegue ver uma blusinha pretinha báásica e não mandar embrulhar. Os homens ficam boquiabertos com tanta frescura...
Bom, mas voltando ao assunto , é isso mesmo, a cidade grande tem suas vantagens, tem muitas opções de onde ir passar uma tarde de domingo, váários restaurantes, vários pontos turísticos para serem visitados, vários parques para descansar, enfim...tem de tudo, mas falta aquela sensação de pertencer a algum lugar, de passear e todo mundo ou pelo menos quase todo mundo saber teu nome, perguntar como vai fulano, ciclano...estas coisas que alimentam a alma e fazem tão bem ao coração.
Amo minha nova cidade, veja bem, amo a cidade e não sua agitação, o povo aqui é educado, acolhedor, simpático e extremamente hospitaleiro, mas me rendo sem pestanejar aos encantos que uma pequena cidade de interior carrega em suas noites de extrema calmaria.
Ai...como é bom relembrar!!
Mas claro que tem o seu lado bom... acha-se até o que não estava procurando e isso para mulher é fatal, um belo prato cheio, poder comprar aquilo de que não precisava, aquilo desnecessário, para ficar guardado caso um dia venha precisar. É, mulher é assim, compra porque estava na liquidação, pois não consegue ver uma blusinha pretinha báásica e não mandar embrulhar. Os homens ficam boquiabertos com tanta frescura...
Bom, mas voltando ao assunto , é isso mesmo, a cidade grande tem suas vantagens, tem muitas opções de onde ir passar uma tarde de domingo, váários restaurantes, vários pontos turísticos para serem visitados, vários parques para descansar, enfim...tem de tudo, mas falta aquela sensação de pertencer a algum lugar, de passear e todo mundo ou pelo menos quase todo mundo saber teu nome, perguntar como vai fulano, ciclano...estas coisas que alimentam a alma e fazem tão bem ao coração.
Amo minha nova cidade, veja bem, amo a cidade e não sua agitação, o povo aqui é educado, acolhedor, simpático e extremamente hospitaleiro, mas me rendo sem pestanejar aos encantos que uma pequena cidade de interior carrega em suas noites de extrema calmaria.
Ai...como é bom relembrar!!
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