terça-feira, 21 de outubro de 2008

Relações


Nestes tempos que a palavra “ficar” virou moda entre adolescentes e até mesmo no meio daqueles que disparam de um compromisso, as pessoas estão cada vez mais desligadas da palavra amor, cumplicidade, respeito. Vivem inúmeras emoções em uma noite, e no dia seguinte olham para a criatura como se nada tivesse acontecido, seguem como velhos amigos. Pode?

Vivemos um tempo em que as pessoas não estão dispostas a abdicar de seus interesses para deixar o amor acontecer. Claro que não devemos em hipótese alguma largar nossos sonhos em função de outrem, apenas somar-se.

Vejo isto com uma certa tristeza, é tanta gente precisando de carinho, afeto e de fato tudo isso não está disponível. Não estou fazendo aqui uma campanha para que cada um tenha uma pessoa amada, não! Apenas analisando com um olhar crítico as atuais relações. Relação não, ficação!

De um modo geral, deveriam olhar com mais intensidade para dentro, para aquilo que realmente vale na vida, para as relações que se fortificam com carinho, amor, paciência e deixar de lado a individualidade. Já ouvi mulheres falando que não querem filhos para disporem de seu tempo, para não viverem como zumbis, para não envelhecerem precocemente. Se ter filhos faz tudo isso, eu juro que quero morrer um trapo!! Tem coisa melhor que construir uma família? Ter em quem se apoiar, ter com quem se preocupar? Definitivamente não!

Não imagino minha vida diferente do que é, sem a minha “cria” sendo responsável por 99% de minhas preocupações e sem a pessoa que me faz feliz diariamente.

Feliz é quem ao menos procura um grande amor ou simplismente está de coração aberto para experimentar estas pequenas coisas que constituem a plenitude de viver.

5 comentários:

Flávia Fayet disse...

Temos o pensamento mto parecido "dinda"!Hahaha!!! Hj mesmo tava pensando no assunto, escutando uma música do Vitor & Leo, "Ficar por Ficar"... "beijar por beijar eu to fora, menina ve se leva à sério!!!"
Pior q a realidade é essa, somos excessões! bjs

Beth/Lilás disse...

Cara Renata!
Também observo isso e às vezes até instigo conversas com jovens para ver a quantas andam as relações entre eles. Na maioria dos casos é reclamação de um lado e de outro, tanto meninos quanto meninas reclamam de como é a vida para eles hoje em dia. Mas, daí eu pergunto, você não tá a fim de namorar mesmo aquela menina(o)? A resposta é sempre a mesma: Ah, não! Tô fora, compromisso, não!
E é assim que rolam as relações hoje em dia - no supérfluo e ao mesmo tempo com intimidades muito maiores do que as nossas gerações tiveram. Intimidades físicas quero dizer, porque a intimidade pessoal, interior... ah, isso tá longe de rolar!
Bacana sua reflexão!
bjs cariocas

Michelle Dangeli disse...

Renata, mal sabem essas mulheres que a gente aprende o que é amar de verdade quando tem filhos!

Ana disse...

Pois é menina!
Não sou do tempo do "ficar", não!!
Sou do tempo do "estar", "permanecer"!! Heheheheh!

Renata Miranda Ragagnin disse...

Ei que surubão é esse na imagem? kkkkkkkkkkkkkkkkkk Pôxa! Ninguém me convidou!